The cycle of Bretanny: The book of Tristan

 


Como o home bóó rrogou a Dom Lãçalot
que lle nõ metesse mão em seu fillo

Lançarote foy a marauilla muy ledo em seu coraçõ de como rrespondera ao que lle enuyara diser Dom Tristan et de quan sisuda resposta dera ao que lle mãdara dizer por ssua carta. Todo aquel dia penssara Lançarote em Dom Tristan que nõ pensou em al. Aa noyte lle auêo que sseu camîo o leuou a casa do home bóó hu a[nte?] d’aquela noyte youuera o da Ssaya Mal Tallada et a Donzela Maldizête. (Aly soube as nouas dele. En outro dia manãa, quando quis caualgar, dissolle seu os[p]ede et rrogóó bê, como rrogara ao da Saya Mal Tallada et a Donzela Maldisête.) Et aly soubo el nouas deles. En outro dia manaa quando quis caual[gar] dissolle seu ospede et rrogoo bê assy como rrogara o da Ssaya Mal Tallada. Et Lãçarote disso que em seu fillo nõ meteria mão sse lle ante non fezesse desonrra conoçuda.

—¡Ay!, por Deus, disse o padre, el he hûu caualeyro muy menino et nõ he tã sisudo como lle sería mester, et nõ catedes uos a el, mays catade uos, se uos prouguer, ao uosso bóó ssem et ao meu rrogo.

—Ora sabede por uerdade que em uosso fillo nõ meterey mão saluo se m’o cuyta nõ fas faser.
Et o ospede llo graçiu muyto. Desy comêdóó a Deus et mostroulle a carreyra para Seraloys, assy como a amostrara ao da Ssaya Mal Tallada.
 

Como Lãnçarote sse achou cõ Brandeliz et cõ Queya Destrauz

Depoys que sse Lançarote partii de casa de seu ospede, nõ andou muyto que achou dous caualeyros andantes que tragiã senllos escudeyros; et anbo los caualeiros erã de casa de Rrey Artur et conpaneyros da Tauola Rredonda, et o hûu auya nume Brandeliz et o outro Keya Destrauz, et erã anbos bóós caualeyros et ardidos. Quando eles uirõ Lãça[rote] nõ no conoçerõ, porque fezera el meter seu escudo em sua fonda; mays Lançarote os conoçeu logo tanto que uyo os escudeyros et os escudos. Et tanto que sse chegarõ saluarõsse:

—Ssenor —disserõ eles— ¿quen sodes?

—Eu sõõ —disso el— hûu caualeyro andante.

—¿Et sodes —disserõ eles— de casa de Rrey Artur?

—Seño[r]es —disso el— nõ uos pes, ca nõ uo lo direy agora.

Et eles disserõ que sse sofreriã, poys que llo nõ queria diser.

—Poys senor —disserõ eles— ¿hu queredes yr?

—Eu queria séér —disso el— ora aa entrada de Seroloys.

—Senor —disserõ [eles]— ala ymos a gram coyta.

—[Poys?] —disso el— uaamos dessûu ata que a uêtura nos [parta?]. Et eles sse acordarõ y.
 

Source: José Luis Pensado (ed.) (1962): Fragmento de un "Livro de Tristán" galaico-portugués. Santiago de Compostela: Anejo XIV de Cuadernos de Estudios Gallegos, pp. 44-48.


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